sexta-feira, 22 de julho de 2011

Quase



Ela não é a única,
mas estava a vontade para ser.

De nada a coisa qualquer,
disfarce de preguiça
para acalentar 
seu estado de quase.

Paixão



Esperança em talha barro
A mercê da vontade
do "bebinte". 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Foco



O olhar focado
é conhecedor esperto,
que declara aberto
o caminho das entrelinhas.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Beabá


Reciprocidade é uma espécie de
 sentimento que foi letrado.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Esconda-me

Faça a lua de palpite
Ou esconda-me de novo,
Ainda hoje.

Caso se recuse,
Culpe o sol, por arder demais
Ou o sentimento pelo equívoco.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Uma noite


Noite feito bofetada.
Cinzeiro cheio, copo vazio
Esboço de embaraço.

Das entrelinhas à angústia,
Um olhar de estátua cinza
Esquecida ante o espaço.
Embriaguez oportuna
Fez-se remédio de
Dor eminente.
Diante daquilo que deixou
Um pequeno amasso.

Na alma e no carro.

domingo, 10 de julho de 2011

Tempo e Moda


Foi-se o tempo que saudade era sinal de fraqueza,
que chorar curava males,
e perfeição era beleza.

Passou a moda em que dignidade era comum,
Falta de caráter absurdo,
E esperança valia algum.

Foi-se o tempo que silêncio expressava dor,
palavras conteúdo
e beijo amor.

Passou a moda que dias cinzas eram feios,
concordar era chique,
e verdade dita sem rodeios.

A moda tem tempo,
O valor vira trapo
E o homem envelhece
esquecendo
que um dia,
ele perece.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Rosa dos Ventos



Ampulheta a céu aberto
Natureza em verso
Horizonte pálido.

E o meu norte,
Eu entrego à sorte.

Entranhas estranhas
Geografia em poesia,
Halo de vida esquisita.

E meu oeste
Sigo como teste.

Fendas profundas
Caminhos rasos
Marcas de tempo.

E o meu centro,
Faço prosa de vento.

Vibrares de asas,
Alquimia de chuva
Boêmios de inverno.

E o meu leste
Faz-se cafajeste.

Estradas de quases
Momentos fugazes
Aventura incomum

E o meu sul
Faz-se distante azul

No fim eu descubro,
Entre corpo de mormaço
E desenho de cansaço,
Que meu ser é bordado de rosa;

Desambientada
Desorientada
....Rosa dos ventos

domingo, 3 de julho de 2011

MINI CONTO





Pensamento é um príncipe encantado
Montado no cavalo devaneio,
Para libertar a princesa mordaça.

sábado, 2 de julho de 2011

Trem desgovernado

Na mala levo intenções urgentes,
De calçada em calçada vou de partida e de chegada.

Não sei para o que vim, sei que estou.
Eu sou vida, eu sou morte.

Quero sempre os extremos:
Do frio ao calor
Do espetáculo ao horror

Da poeira do caminho desconhecido
À satisfação do limite nunca alcançado

Eu sou liberdade,
Me perco, me encontro e
Não me contento.

Com sentido feito bússola,
Desafio o horizonte e
Procuro esgotamento.

Jamais vou dizer que não posso respirar.
Sou a vida que vivo,
E estou muito aquém de onde ainda posso chegar